Margarida Salomão (PT), chega ao segundo turno como a mais votada em Juiz de Fora e quer ampliação de aliança

16 de novembro de 2020, 16:45

A deputada federal (PT), Margarida Salomão, está no segundo turno para disputar o cargo de prefeita da cidade de Juiz de Fora, cidade polo da Zona da Mata de Minas Gerais, onde nasceu. Margarida foi reitora da UFJF por dois mandatos consecutivos e projetou-se no cenário nacional da política. Em sua atuação como coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, indicou junto ao orçamento da União no ano de 2020 mais de R$ 3,98 milhões em emendas parlamentares individuais para a educação em seu estado.  Durante a campanha, tomando os devidos cuidados sanitários, visitou mais de 60 comunidades, levando o seu discurso de “uma cidade para todos”. O seu adversário será o engenheiro Wilson Rezato (PSB), que há 45 anos atua no ramo da construção civil, e é um adepto do crescimento a qualquer custo. Visões mais opostas, impossível.

Até aqui, no entanto, parece que os moradores estão mais afinados com as diretrizes propostas por Margarida. Ao término da apuração, às 23h25, a ex-reitora detinha 39,46% dos votos – 102.489 – contra 22,96% do empresário Wilson Rezato, escolhido por 59.633, num contingente de 410.339 eleitores. O eleito terá sob sua gestão uma cidade com população estimada em 573.285 habitantes, sendo o quarto maior colégio eleitoral do estado de Minas Gerais, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na casa de 0,778, o que é considerado alto.

Assim que terminou a apuração, que teve o mesmo atraso constatado em todo o país, Margarida dirigiu-se aos eleitores, através de suas redes sociais, agradecendo a todos o apoio recebido.

“Agradeço os 102489 votos recebidos, nos colocando como a candidata mais votada neste 1° turno. Votação expressiva, bela manifestação de carinho”. Estendeu o agradecimento à cidade de modo geral “pelo excelente processo democrático que vivemos nesse domingo!” e disse esperar poder, neste segundo turno, “aprofundar o processo que pusemos em marcha, de ver a cidade como um direito de todos e de todas, que quer um desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo”. E anunciou, como estratégia, a sua intenção de ampliar a aliança para chegar lá. “A nossa luta é por ampliar essa aliança com a cidade”, antecipou.

Escrito por:

Jornalista. Passou pelos principais veículos, tais como: O Globo; Jornal do Brasil; Veja; Isto É e o Dia. Ex-assessora-pesquisadora da Comissão Nacional da Verdade e CEV-Rio, autora de "Propaganda e cinema a serviço do golpe - 1962/1964" e "Imaculada", membro do Jornalistas pela Democracia

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