Ernesto, Bolsonaro (ao lado de Paulo Guedes) e Pazuello: no foco da crise
Ernesto, Bolsonaro (ao lado de Paulo Guedes) e Pazuello: no foco da crise

Governo brasileiro criou a “chinofobia”. Os brasileiros estão pagando por mais esta

21 de janeiro de 2021, 12:03

A situação alarmante que o Brasil atravessa, com a iminência de faltar vacina contra a Covid-19 por escassez de insumos, tem nomes e sobrenomes: Jair Bolsonaro, Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo. Não necessariamente nessa ordem, mas, de maneira harmônica, exercendo cada um o seu papel e fazendo jus à responsabilidade que sobre eles recai. O Brasil se vê, hoje, quando grande parte dos países já está na segunda dose, completamente dependente de países que destratou até onde pode.

A China e a Índia são, hoje, os grandes fornecedores de produtos necessários à fabricação das nossas vacinas. E contra eles o governo brasileiro moveu uma campanha vergonhosa e diplomaticamente irresponsável. Isto, com o auxílio deplorável de uma máquina de fake News montada e urdida diretamente do “gabinete do ódio” da Presidência da República, à frente os filhos do presidente, sobretudo um que tentou ser ministro de Relações Exteriores. Eduardo não entra nesse triunvirato da vergonha institucional por não ser do governo, pelo menos oficialmente. Mas, também deve ser responsabilizado pelo drama que o Brasil enfrenta, em nível, digamos, de assessoramento.

Que a diplomacia brasileira é motivo de chacota planetária, isso não é nenhuma novidade. Desde que se nomeou um quadro completamente despreparado para função tão delicada e historicamente bem comandada. O histórico dos grandes diplomatas brasileiros foi jogado fora pelo governo atual. Desde o alinhamento sabujamente incondicional ao governo de Donald Trump. Um comportamento deplorável que, hoje, com o alaranjado ídolo da patota bolsonarista derrotado e expelido do poder, leva o Brasil a uma posição extremamente delicada.

A relação com os países produtores de insumos para as vacinas contra a Covid-19, o cenário oficial é de atabalhoamento. Estão os três de pires não mão pedindo, pelo amor de Deus, para que a China e a Índia resolvam atender a um governo que nunca poupou esforços para difamá-las. O atual governo brasileiro, não satisfeito em dar lições de ódio, mentira, preconceito e homofobia, embarcou na xenofobia e dirigiu seus torpedos contra países como Cuba, Venezuela, Índia e China, contra quem criou a “chinofobia”.

O pior de tudo é que não é o governo que paga o pato. Por tudo que vem fazendo (ou não fazendo) ao longo da pandemia do Corona vírus, é difícil crer que haja algum tipo de sofrimento entre essas três figuras do apocalipse sanitário brasileiro. Quem sofre, mesmo, são os brasileiros, os familiares das mais de duas centenas de milhares de mortos no genocídio nacional. Motivo suficiente para afastar qualquer governo por crime de responsabilidade.

A arma contra isto existe. É o impeachment. E aguarda resposta do Congresso Nacional.

Escrito por:

Jornalista e compositor, com passagem por veículos como o Jornal do Commercio (PE) e as sucursais de O Globo, Jornal do Brasil e Abril/Veja. Teve colunas no JC, onde foi editor de Política e Informática, além de Gerente Executivo do portal do Sistema JC. Foi comentarista político da TV Globo NE e correspondente da Rádio suíça Internacional no Recife. Pelo JC, ganhou 3 Prêmios Esso. Como publicitário e assessor, atuou em diversas campanhas políticas, desde 1982. Foi secretário municipal de Comunicação. Como escritor tem dois livros publicados: "Bodas de Frevo", com a trajetória do grupo musical Quinteto Violado; e "Onde Está Meu Filho?", em coautoria, com a saga da família de Fernando Santa Cruz, preso e desaparecido político desde 1973. Como compositor tem dois CDs autorais e possui gravações em outros 27 CDs, além de um acervo de mais de 360 canções com mais de 40 músicos parceiros.

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