O ministro da Saúde e o presidente da República, responsáveis por um genocídio, segundo Rodrigo Maia
O ministro da Saúde e o presidente da República, responsáveis por um genocídio, segundo Rodrigo Maia

Rodrigo Maia terá coragem de abrir o processo que irá frear o “genocídio”?

15 de janeiro de 2021, 20:05

A tragédia que abate, implacavelmente, o Amazonas – Manaus, particularmente -, com alas inteiras de hospitalizados morrendo por falta de oxigênio e bebês prematuros sendo mandados para outros estados, para poderem respirar, é a gota d’água. Não há mais como o atual presidente da República permanecer no cargo. É ilegítima, é imoral e é criminosa a sua presença à frente do País que caminha para um poço sem fundo em termos de catástrofe sanitária.

O impeachment e o fim de um governo que boicota a lógica, agride a ciência e compromete a vida de todos os brasileiros, até nos insanos que nele votaram, já estão demorando a acontecer. O cardápio de atrocidades que o presidente, coadjuvado pelo balançar de cabeça do seu ministro da Saúde, deixa o planeta estarrecido. Deixa o Brasil com medo do que ainda pode acontecer. Porque vai acontecer. O presidente é criativo em termos de barbaridades. Daí o medo que poderá vir. Daí o remédio ter que vir logo. A saída do presidente tem que ser já. Precoce feito a hidroxicloloroquina, a azitromicina e a ivermectina, tão caros ao governo. Só que com efeito prático e salvador.

E o que falta? Será preciso morrer mais quantos? Com a palavra o Congresso Nacional, onde o presidente da Câmara dos Deputados dormita sentado sobre 60 pedidos de impeachment contra o presidente da República. Em seu morde-e-assopra costumeiro, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem dado declarações até fortes. Só falta agir. Tem tudo nas mãos. Os pedidos pelo fim do patético e irresponsável (des)governo vem de tudo quanto é canto. Exceto o gado legislativo de sempre, cuja boiada foi engordada com os touros espertos do Centrão, ninguém se furtaria a fazer esse bem ao Brasil. Resta Rodrigo Maia querer aceitar um dos pedidos e a Câmara dos Deputados abrir o processo e por o impeachment para moer.

As sandices que o presidente e seu inacreditável ministro da Saúde expeliram ao longo dessa triste semana deixam o Brasil de quatro para a pandemia e ampliam a grande chacota em que eles transformaram o País diante dos olhos do mundo. Não vale ficar repetindo cada frase infeliz (foram tantas), cada escárnio soltado na cara de milhares de famílias que, às próprias expensas, batalhavam por um tubo de oxigênio que salvasse a vida do seu ente querido. Uma situação da qual o governo federal tem total e absoluta responsabilidade. Como disse o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) , está se vivendo a absurda situação de um povo que morre por falta de ar cercado por uma floresta que é o pulmão do mundo.

Significativamente, a palavra genocídio, a partir de agora, deixou de ser utilizada apenas pelos “críticos radicais” do atual governo federal, pelo PT, pelo PSOL, pela esquerda. Genocídio é a palavra usada, hoje e com todas as letras, pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB). É o que traduz o promove hoje o governo federal, segundo afirmou, nessa sexta-feira, em alto e bom som, o próprio Rodrigo Maia.

Maia, vale lembrar mais uma vez, é o homem a quem cabe dar o pontapé inicial do impeachment. A quem cabe começar o fim de um genocídio (palavra dele) como o Brasil nunca viveu. Que Deus lhe dê coragem.

Escrito por:

Jornalista e compositor, com passagem por veículos como o Jornal do Commercio (PE) e as sucursais de O Globo, Jornal do Brasil e Abril/Veja. Teve colunas no JC, onde foi editor de Política e Informática, além de Gerente Executivo do portal do Sistema JC. Foi comentarista político da TV Globo NE e correspondente da Rádio suíça Internacional no Recife. Pelo JC, ganhou 3 Prêmios Esso. Como publicitário e assessor, atuou em diversas campanhas políticas, desde 1982. Foi secretário municipal de Comunicação. Como escritor tem dois livros publicados: "Bodas de Frevo", com a trajetória do grupo musical Quinteto Violado; e "Onde Está Meu Filho?", em coautoria, com a saga da família de Fernando Santa Cruz, preso e desaparecido político desde 1973. Como compositor tem dois CDs autorais e possui gravações em outros 27 CDs, além de um acervo de mais de 360 canções com mais de 40 músicos parceiros.

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