Uma Copa que não deveria existir

11 de junho de 2026, 15:00

Se o mundo não fosse tão covarde. Se as lideranças da Europa não fossem tão medíocres. Se o futebol tivesse hoje pelo menos parte das gerações de jogadores de outras épocas, essa Copa já teria sido sabotada.

Mas nunca tivemos tantos covardes governando países do ‘Primeiro Mundo’ como agora. A marca do mundo hoje é a covardia das suas lideranças, num contexto de alienação quase absoluta dentro do futebol.

PÁTRIA
O árbitro da Somália mandado embora da Copa pelo neonazismo é mais importante para o seu país do que Neymar para o Brasil.

A expulsão de Omar Abdulkadir Artan deu sentido de pátria à sua presença incômoda e denunciou a xenofobia de Trump, com a cumplicidade da Fifa. Tanto que ele foi recebido em festa no retorno a Mogadíscio.

Qual é o sentido para o Brasil da presença de Neymar na Copa?

ATÉ NEYMAR
Os amistosos da Copa foram eventos que seriam inimagináveis até pouco tempo no futebol. Tem jogo de Portugal contra a Caledônia, ou da Suécia contra Vanuatu.

Esses dias a TV passou Argentina X Islândia. Já teve Marrocos X Madagáscar. Daqui a pouco teremos Índia X Surabaya.

Já ouvi dizer que Curaçau e Uzbequistão podem vencer a Copa e mudar tudo o que se sabe até hoje sobre futebol.

Essa Copa é tão estranha que tem até Neymar.

Reprodução: BlogdoMoisesMendes

Escrito por:

Moisés Mendes é jornalista de Porto Alegre e escreve no blogdomoisesmendes. É autor de ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim). Foi editor de economia, editor especial e colunista de Zero Hora.

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