Fonte seca

12 de junho de 2021, 22:30

Vou poupar o esculacho, no caso de Marco Maciel, um dos maiores serviçais da ditadura militar, porque, pelo adiantado do horário, ele já deve ter sido lamentado por uma miríade de jornalistas que adoram perdoar pilantras gentis.

A melhor história dele é com o jornalista Tales Faria que, a despeito de ser um grande repórter, também é conhecido por conseguir dormir em qualquer situação. Aliás, eu e ele já dormimos juntos, um encostado no outro, em uma boate de Porto Alegre. Mais isso é uma outra história.

O fato é que, entrevistando Marco Maciel, um sujeito chato, formal e de quem não se arrancava uma única informação que prestasse, Tales cochilou, em pé, e caiu sobre a frágil estrutura longilínea do então vice-presidente de FHC, que o segurou com valentia.

Tenho para mim que esta deve ter sido a experiência mais emocionante da vida de Marco Maciel.

Escrito por:

Jornalista, escritor e professor. Sócio fundador da agência de publicidade e marketing digital CobraCriada.

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