Responsável por grande parte das quase 200 mil por Covid-19, o presidente provoca aglomerações
Responsável por grande parte das quase 200 mil por Covid-19, o presidente provoca aglomerações

Já passa da hora de se punir o presidente da República. Impeachment já! E Feliz 2021

30 de dezembro de 2020, 12:18

O processo penal a ser movido pelo presidente da OAB contra o ex-tenente do Exercito ora no inadequado exercício da presidência da República é o mínimo que pode ser feito para contrapor as ações de uma  figura política mergulhada no lixo da História. Felipe Santa Cruz anunciou que vai à Justiça pedir retratação e indenização por danos morais depois a figura em tela acusou, sem base, Daniela Santa Cruz, mulher de Felipe, de se locupletar de verbas públicas da Lei Rouanet. Irresponsável como sempre é, o presidente tem que pagar pelo que fez ou pelo que disse.

Felipe Santa Cruz tem sido alvo preferencial do chefe do desgoverno e de sua malta, desde sempre. O presidente da Ordem dos Advogados  do Brasil é filho de Fernando Santa Cruz, desaparecido político desde 1973, auge da selvageria do general Emílio Médici, o mais sanguinário dos ditadores militares do regime que aterrorizou o Brasil, entre 1964 e 1985, e ídolo do presidente e da família dele, todos fanáticos por tortura e por torturadores.

Felipe é neto de Dona Elzita Santa Cruz, cuja saga em busca do paradeiro do filho rendeu o livro “Onde Está Meu Filho?”, atualmente na segunda edição. A peitica do ex-tenente contra a mulher do advogado e presidente da OAB passa pela história da família Santa Cruz. Nem o presidente da República, nem seus filhos, nem seus irascíveis seguidores suportam qualquer pessoa que tenha, na sua história ou na sua família, um traço que seja de luta contra a ditadura militar, contra a tortura ou contra torturadores. Nada mais que isso.

Para quem tem como livro de cabeceira a biografia de um assassino feito o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, atitudes no rés do chão feito a acusação à Daniela Santa Cruz não são de se estranhar. O nível rasteiro e sem escrúpulos utilizado por esse tipo de gente vai na linha do tratamento dispensado à ex-presidente Dilma Rousseff, contra quem o ex-tenente expele seus impropérios com o mesmo conforto de quem inventou fakenews para se eleger ou incentiva ações antidemocráticas contra os demais Poderes. A desfaçatez é imoral e seria punida em qualquer lugar do mundo que não elegesse um tipo feito ele para presidir a Nação.

As ofensas assacadas pelo presidente contra Dilma recebem a repulsa até mesmo que quem participou do ato que tirou do poder a presidenta, que prendeu o ex-presidente Lula, cassando a sua candidatura, e, consequência de tudo, ajudou a eleger um candidato de conotação fascista para presidente o Brasil. Pena que isto, na prática, não tenha significado muita coisa. Já são 58 os pedidos de impeachment do presidente da República que não saem do lugar, já que a coragem seletiva do Legislativo não é a mesma que a demonstrada na hora de aprovar o impeachment de Dilma por uma crime da qual foi inocentada meses depois. E não gostam quem se chama isto de golpe.

Os pedidos de impeachment do atual presidente referem-se, em sua maioria, a outro crime hediondo cometido por ele, a condução irresponsável e inconsequente do combate à pandemia do Novo Corona Vírus. Estamos vendo o mundo inteiro começar a etapa de imunização enquanto no Brasil, vergonha mundial também nesse quesito, não se sabe quando começam a vacinar, nem de quantas seringas se dispõe. É do presidente da República, e isto é incontestável, a responsabilidade por uma parte expressiva das quase 200 mil mortes já contabilizadas, pelo exemplo que dá e pelas aglomerações que promove em torno de si. E não gostam quem se chama isto de genocídio.

A hora é de desejar um Feliz Ano Anovo. Mas, não há como pensarmos em um 2021 feliz com dois males que destroem o Brasil: a Covid-19 e o governo atual.

Vacina já!

Impeachment já!

Escrito por:

Jornalista e compositor, com passagem por veículos como o Jornal do Commercio (PE) e as sucursais de O Globo, Jornal do Brasil e Abril/Veja. Teve colunas no JC, onde foi editor de Política e Informática, além de Gerente Executivo do portal do Sistema JC. Foi comentarista político da TV Globo NE e correspondente da Rádio suíça Internacional no Recife. Pelo JC, ganhou 3 Prêmios Esso. Como publicitário e assessor, atuou em diversas campanhas políticas, desde 1982. Foi secretário municipal de Comunicação. Como escritor tem dois livros publicados: "Bodas de Frevo", com a trajetória do grupo musical Quinteto Violado; e "Onde Está Meu Filho?", em coautoria, com a saga da família de Fernando Santa Cruz, preso e desaparecido político desde 1973. Como compositor tem dois CDs autorais e possui gravações em outros 27 CDs, além de um acervo de mais de 360 canções com mais de 40 músicos parceiros.

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