Foto: Portas do fundo

A vitória de um humorista contra a censura apoiada pelos jornalões

30 de setembro de 2026, 16:43

O que a grande imprensa não vai admitir, até porque atribuiu a decisão desta semana do TSE a uma vitória de André Mendonça, é que a sessão de 14 horas foi uma das mais vergonhosas da história da Justiça Eleitoral, e sob o aval dos jornalões.

Foi uma vitória pessoal de um humorista contra uma estrutura contaminada pela extrema direita. Teria sido a vitória de Antônio Tabet e do riso, contra um ministro censor, se ainda fosse possível rir disso tudo.

O sistema de Justiça não sabe lidar com as agressões às mulheres, a negros e a gays nas redes sociais, mas foi rápido para censurar e voltar atrás por medo do poder de escracho de um humorista.

Um dia constrangedor para o ministro que teve de recuar e para toda a imprensa, que passa a defender a censura, desde que amordace manifestações antifascistas. Tabet foi poupado, mas não o brasileiro comum que denuncia a perseguição religiosa.

O caso Tabet passa a ser um episódio exemplar de subserviência ao poder do bolsonarismo, com a participação de organizações de mídia acovardadas e acumpliciadas com famílias milicianas.

Está sendo agredida todos os dias pela grande imprensa a memória de jornalistas que resistiram à ditadura dentro das redações e empurraram à força seus chefes e seus patrões para a luta pela democracia.

Reprodução: Blogdomoisesmendes

Escrito por:

Moisés Mendes é jornalista de Porto Alegre e escreve no blogdomoisesmendes. É autor de ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim). Foi editor de economia, editor especial e colunista de Zero Hora.

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