Tic-tac

19 de junho de 2020, 09:03

É uma questão de tempo até os assassinos de Marielle Franco alcançarem Fabrício Queiroz, como fizeram com o capitão Adriano da Nóbrega, pelas mãos de policiais militares bolsonaristas, na Bahia.

Queiroz sabe que a milícia carioca, como a máfia siciliana, é profilática e não paga para ver, quando o que está em jogo é a sobrevivência de uma organização criminosa ligada, diretamente, ao poder central do País.

O ex-assessor da família Bolsonaro tem poucas opções, antes de virar estatística.

Caso decida falar, vai derrubar o presidente da República e, provavelmente, levá-lo ao xilindró com a mulher e os três filhos idiotas.

Em silêncio, vai ser condenado sozinho, com o risco de levar a mulher e a filha, a reboque, para uma longa temporada em Bangu.

Nos dois casos, vai estar com os milicianos no encalço.

Pobre Queiroz.

Escrito por:

Jornalista, escritor e professor. Sócio fundador da agência de publicidade e marketing digital CobraCriada.

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