A extrema direita tem até detergente preferido
Michelle Bolsonaro, artistas da TV, duplas sertanejas e influencers estão fazendo campanha nas redes para que não deixem de usar os detergentes Ypê contaminados por germes e bactérias.
Michelle postou a imagem de uma garrafa do detergente, com a frase ao alto: “Que dia lindo”. Na parte inferior da foto, esta é a legenda: “Por aqui só usamos Ypê”.
No Dia das Mães. Não deveria usar. Michelle deveria ler essa informação, que não está em jornais de esquerda, mas no Globo:
“Segundo o diretor do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS), Manoel Lara, a decisão de interromper a produção foi motivada por uma incapacidade da companhia de resolver de maneira consistente o problema, constatado inicialmente em novembro do ano passado. Naquela ocasião, foi detectada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras de produtos feitos no ano passado. Esse patógeno não é altamente contagioso, mas oferece risco porque costuma infectar pessoas com baixa imunidade. É um organismo relativamente comum em casos de infecção hospitalar, afetando sobretudo o pulmão, e particularmente em pacientes com fibrose cística”.
Michelle cuida de uma pessoa com baixa imunidade. A bactéria pode ser fatal se atacar os pulmões de alguém fragilizado. Bolsonaro é um doente crônico e já foi internado esse ano com um quadro grave de broncopneumonia bacteriana.
Por que essa preocupação em defender um produto contaminado? Só porque o dono da fábrica é bolsonarista?
O detergente Ypê é a nova cloroquina com espuma e aromas da extrema direita. Só falta tomar com gelo, comendo torresmo.
Reprodução: BlogdoMoisesMendes