Parem com essa história da perna cabeluda

15 de maio de 2026, 10:20

O jornalismo está diante de mais um desafio. Primeiro, é preciso parar com a conversa de que Daniel Vorcaro financiava um filme sobre Bolsonaro.

Está claro que ele estava sendo achacado. As evidências são de que a gestão dos R$ 61 milhões, por gente de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, levará a outros personagens.

A partir dessa decisão, se deixarem de enganar os leitores com a história do filme, os jornalões terão que descobrir como funcionava o duto que levava dinheiro de Vorcaro do Brasil para o Texas.

Aumentam as suspeitas de lavagem de dinheiro. Os milhões de Vorcaro certamente vinham mantendo os foragidos do Brasil nos Estados Unidos. Com a desculpa de que financiariam o filme.

Então, vamos parar com a história do filme sobre a fantástica vida de Bolsonaro. Vorcaro, Flávio, Eduardo e outros que devem aparecer mais adiante faziam parte da rede criada pelo dono do Master.

Algo iria para o filme. É possível que sim, porque esse era o pretexto. Mas ninguém vai acreditar que R$ 134 milhões estivessem sendo destinados a um filme sobre a história de Bolsonaro, que qualquer um conta com um celular e alguns mirréis.

Mario Frias, produtor executivo do filme, e a produtora Goup, também envolvida com a obra de arte, já disseram que não receberam nada. A família estava embolsando a grana. É tudo Bacurau. Parem com essa história da perna cabeluda.

Reprodução: BlogdoMoisesMendes

Escrito por:

Moisés Mendes é jornalista de Porto Alegre e escreve no blogdomoisesmendes. É autor de ‘Todos querem ser Mujica’ (Editora Diadorim). Foi editor de economia, editor especial e colunista de Zero Hora.

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